Prestando atenção em coisas que eu não sei o nome!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011





Andamos então pela chuva.. um silêncio  que explicava cada olhar assustado perante qualquer ruído que causamos ao longo dos passos. Ambas já ouviu uma a outra. A audição sempre foi o que melhor nos distinguia, ser ouvinte não é prestar favores ao coração gritante de quem está olhando sua alma é simplesmente flutuar junto com este sobre suas palavras, encontrar as flores e espinhos da viagem e soltar a bagagem durante ela.
Até um muro que escondia um imenso jardim caminhamos. Toda a beleza de Beatrice lhe causava tantos problemas.. notamos a perseguição. Ela tinha tamanha facilidade em saltos/ pulos. Num fechar de olhos Beatrice largou a caminhada na chuva e saltou o muro.. correndo para onde não sei.
E por um bom tempo não a vi.

Qual o equilíbrio entre a seriedade e o brincar?
Onde está o muro que as separam?
Por que o adulto se convence ser diferente da criança?
E por que a criança deseja com tanto esmero ser adulto?



Não há barreiras que não sejam criadas pela mente humana.
Sempre se está pronto para um sorriso mesmo que a dor seja grande.
Sempre se está a espera da falta de ar.
Do êxtase por nada .
Nascemos para o belo.
Shoppenhauer  já nos falava que essa busca desenfreada por felicidade só é saciada quando se dar freios.
Para que a pressa?
Tudo é de fato mais feliz quando já não há espera nos olhos.
Tudo é mais encantador quando está por um fio.
E do nada o fio começa a reluzir o caminho de volta ao eterno!

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